Igreja Paroquial de Covas

Trabalho de conservação e restauro do retábulo-mor e do tecto da capela-mor. À semelhança de muitos outros retábulos, este também sofreu alterações que lhe adulteraram a identidade e ocultaram a nobreza dos materiais originais. Através do seu contrato de execução de 1696, sabe-se que a talha ficou ao encargo de Pedro Coelho, natural de Guimarães, e o douramento com “ ouro subido” provavelmente foi realizado pelo pintor João de Sousa. O nosso trabalho passou pela remoção de todos os acrescentos que adulteravam a sua estrutura original, bem como pelo levantamento de repintes e a conservação do douramento original existente. Os elementos que tinham desaparecido na intervenção do século XIX, como é o caso do sacrário e do frontão, na impossibilidade da recuperação dos elementos originais, foram substituídos por elementos funcionais, contemporâneos e o mais silenciosos possível. O tecto da capela-mor, com invocação a São João, em pintura a óleo sobre tábuas corridas, foi limpo e conservado, recuperando a força e expressão das cores usadas pelo autor. Da intervenção na capela-mor, não nos ficou indiferente o arco cruzeiro que se encontrava totalmente revestido por uma espessa camada de cimento. A nossa insistência fez com que se removesse o cimento e fosse possível recuperar os vestígios da pintura que revestia a sua cantaria de pedra. Os retábulos laterais e o sanefão, elementos neoclássicos, e grande parte das esculturas foram também conservados durante esta intervenção.

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